quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Grupo se mobiliza para ajudar ciclista coreano roubado no litoral de SP (Postado por Lucas Pinheiro)

O caso do ciclista coreano Kim Haeng Chang, que foi roubado em São Vicente, no litoral de São Paulo, na última quinta-feira (11), comoveu milhares de pessoas e teve grande repercussão nas redes sociais. Kim ainda não recuperou os passaportes e, provavelmente só seguirá a viagem de bicicleta pelo mundo em algumas semanas. Porém, ele conquistou diversos amigos e se diz muito feliz com a solidariedade dos brasileiros.

 Após divulgação da reportagem no G1, muitas pessoas procuraram Kim para oferecer ajuda a ele e os dois filhos, Muni e Miri, de cinco anos. Eles percorrem diversos países de bicicleta e, enquanto acampavam no litoral paulista foram vítimas de um assalto. Os criminosos levaram dinheiro e os passaportes. Os pertences não foram recuperados. O coreano já solicitou novos documentos, que ficarão prontos em algumas semanas.

O grupo Pedal Noturno, de Santos, resolveu ajudar o ciclista. Eles promoveram uma pedalada em conjunto pela cidade e arrecadaram doações para que Kim viajasse a São Paulo para resolver a documentação no consulado, e também para que ele fizesse uma revisão na bicicleta. “Nosso grupo tem aproximadamente 80 pessoas e todos se mobilizaram na ajuda. Conseguimos uma revisão na bicicleta do Kim, efetuamos a troca de algumas peças. Era necessário, porque a bike dele estava um pouco desgastada”, afirma o membro do Pedal Noturno, Rafael Rizzato.

 Segundo Rafael, mesmo com a meta de doações atingidas, muitas pessoas continuam oferecendo ajuda. Nas redes sociais, uma campanha em prol de Kim visa arrecadar ajuda para que ele prossiga a viagem, já que tudo que tinha foi roubado.

Para Kim, a atitude das pessoas recompensa o problema que ele enfrentou e, ele afirma que essa é a maior lição para os filhos. “Essa atitude dos brasileiros é exatamente o que eu quero mostrar aos meus filhos durante a viagem, que existem pessoas boas e pessoas ruins. Estou muito feliz e agradecido, as pessoas tem sido muito legais conosco”, afirma o coreano.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Prefeito eleito de Pedra Bela, SP, sofre infarto em carreata e morre (Postado por Lucas Pinheiro)

 O prefeito eleito de Pedra Bela (SP), Jorge Hirodi Orita (DEM), morreu na noite desta quinta-feira (11) depois de sofrer um infarto durante uma carreata e bater o carro. Ele foi levado para o centro de saúde da cidade e posteriormente encaminhado para o Hospital Universitário São Francisco, em Bragança Paulista (SP), mas não resistiu.

"Era a carreata da vitória, a gente estava passando no Centro da cidade", disse Roseli Amaral, que concorreu ao cargo de vice na chapa de Dr. Jorge. Ele estava no carro com sua mulher quando desmaiou e bateu em um ônibus. O acidente não causou ferimento a outras pessoas.

De acordo com Roseli, Dr. Jorge foi levado para o hospital em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel e sofreu paradas cardíacas no caminho. Segundo informações do hospital, ele faleceu às 21h30.

Eleição
Nascido em Maringá (PR), Dr. Jorge era médico e tinha 55 anos. Ele obteve 1.738 votos nas eleições de domingo (7), 45,53% dos válidos na cidade. O pleito deste ano foi o segundo do político. Em 2008 ele concorreu à prefeitura, mas a chapa perdeu por 23 votos, de acordo Roseli.

Dr. Jorge deixa a esposa, um filho e uma enteada. Segundo a Funerária Bragantina Moreno, o corpo do prefeito eleito será enterrado às 17h, no Cemitério Parque dos Pinheiros, em São Paulo.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Criança com queimadura espera sete horas por transferência para hospital (Postado por Lucas Pinheiro)

 A Secretaria da Saúde de Franca (SP) investiga desde a semana passada falhas de hospitais no atendimento e na transferência de uma criança de 1 ano e 7 meses que teve 12% do corpo queimado por água quente em casa no final de setembro.

Além de não ser internado pela médica responsável na primeira consulta realizada no Pronto-Socorro Infantil, em um segundo atendimento na Santa Casa o menino esperou ao menos sete horas para ser levado de ambulância ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto(SP), de acordo com o profissional autônomo César Miranda, 44 anos, pai do paciente.

 Rosane Moscardini, secretária da Saúde de Franca, confirmou por meio de sua assessoria de imprensa que abriu um procedimento administrativo para verificar as falhas do primeiro atendimento, realizado na tarde do dia 27 de setembro, e a demora na transferência para Ribeirão, no dia 28.

O pai da criança alega que, durante a espera pela transferência, um médico da Santa Casa chegou a cancelar uma ambulância disponível. A demora, segundo Miranda, quase fez com que eles perdessem o leito reservado na ala de queimados do HC em Ribeirão. "Ficou do meio-dia às sete e meia da noite para liberar a ambulância. Ficavam jogando de um lado para o outro. Quando chegou aqui [em Ribeirão Preto] quase perdemos a vaga, já que a vaga era para o meio-dia. Sorte que os médicos encontraram outra e encaixaram", disse Miranda.

 Ele também reclama da médica responsável no primeiro atendimento no Pronto-Socorro Infantil. Segundo o pai, a profissional ignorou a gravidade do estado de saúde da criança e a dispensou da internação. Depois disso, o menino piorou e teve febre. "Ela fez os curativos, passou uma pomada no rosto dele, mandou para casa e pediu para voltar segunda-feira. Era uma quinta-feira", disse.

Delegacia da Mulher
O atendimento médico que o menino recebeu nos hospitais também é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Franca. De acordo com a delegada Christina Bueno de Oliveira, o caso será apurado com base em prontuários médicos.

Estado de saúde
Internado há dez dias na ala de queimados na unidade de emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP), o menino de 1 ano e 7 meses já se recuperou da maior parte das queimaduras no rosto, no tórax e nos braços e tem se alimentado normalmente, de acordo com o pai. Segundo ele, a previsão é de que a criança receba alta na próxima semana.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Assalto a carro-forte assusta família e comerciantes de São José (Postado por Lucas Pinheiro)

 Um carro-forte foi roubado por uma quadrilha em São José dos Campos, no interior de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (5). De acordo com a polícia, o roubo ocorreu após o sequestro da família do gerente da empresa de segurança, que mora em Jacareí.

Ainda segundo a polícia, os criminosos sequestraram a mulher e o casal de filhos do gerente na noite de quinta-feira (4). Ele seria chefe da equipe de operação do carro-forte. Além da família, eles fizeram reféns comerciantes do entorno do galpão que teria sido alugado para esconder o veículo até que o dinheiro fosse retirado. Não há mais ninguém sob poder dos criminosos.

A polícia também confirmou ao G1 que na manhã desta sexta-feira (5), o carro-forte já saiu da empresa de segurança, que fica no início da Rodovia dos Tamoios (SP-99), escoltado pelos sequestradores. A quadrilha levou o veículo para um galpão na rua das Acácias, na Vila Nair, sentido a zona sul da cidade.

Comerciários que chegavam para trabalhar nas lojas do entorno do galpão eram feitos reféns pela quadrilha que tentava explodir o cofre do carro-forte. "Eram quatro homens armados. Eles falavam para a gente ficar quieto e não sair daqui", afirmou uma comerciária ao G1, que não quis ter o nome divulago.

O tenente Maurício Mathias Silva afirmou que ainda tem explosivos no galpão. "Eles tentaram fazer de três a quatro explosões para tentar abrir o cofre do carro-forte, mas não tiveram sucesso. Ainda há explosivo no interio do veículo que está isolado", disse ao G1. O crime mobilizou a Polícia Militar que destacou mais de 10 viaturas para a ocorrência.

Três carros foram apreendidos suspeitos de envolvimento no crime, mas ninguém foi preso até as 10h30. A polícia também apreendeu um colete a prova de balas, um alicate, um fuzil e duas mochilas de raquete de tênis que seriam utilizadas para esconder armas de grosso calibre.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

'Estou vivo por um milagre', diz sobrevivente do Carandiru (Postado por Lucas Pinheiro)

 Jacy Lima de Oliveira diz lembrar todos os detalhes daquele 2 de outubro de 1992. As imagens, o cheiro, e, principalmente, os gritos. "Foi um inferno na Terra, estou vivo por um milagre", conta o ex-presidiário da antiga Casa de Detenção e sobrevivente do massacre que deixou 111 mortos, quando há 20 anos a polícia de São Paulo invadiu o pavilhão 9 da penitenciária após um início de rebelião.

"Eu sobrevivi, eu vi a história, eu pisei em sangue que dava quase na canela, e isso não é exagero, não! Ouvi gritos que até hoje ecoam na minha mente", disse Jacy ao G1, em uma entrevista feita no Parque da Juventude, construído após a implosão dos pavilhões do Carandiru e inaugurado em 2003. "Quando venho aqui eu me sinto livre, feliz de estar vivo. E me sinto também muito triste por saber que aqui morreu muita gente, e que os crimes estão impunes. Na verdade isso aqui é um tapete em cima de um grande montão de sujeira."

 O massacre ficou conhecido internacionalmente, e até agora nenhum réu foi preso. Todos respondem ao processo em liberdade - e nenhum ficou ferido na ação. Alguns se aposentaram e outros morreram antes mesmo de serem julgados.

Jacy foi para o maior presídio da América Latina aos 27 anos, suspeito de um roubo a uma mansão no Morumbi - que alega não ter participado. "Eu vivia uma vida de criminalidade, muita droga, era um desespero, mesmo. Mas quando eu estava no auge do crime e da droga, achei por bem procurar um trabalho."

Segundo ele, um irmão achou um bico de auxiliar de pedreiro e ele aceitou. Quando chegou lá, viu que um outro ajudante era da mesma quadrilha que ele participava. Segundo Jacy, que na época era conhecido como "mineirinho" pela origem do estado vizinho, o companheiro de gangue organizou o assalto, mas sem chamá-lo. "Fiquei 11 meses e quatro dias preso. Nesse tempo fui seis vezes ao Fórum. Nunca provaram nada contra mim nesse caso."

Jacy entrou com uma ação contra o Estado na Justiça por ter ficado preso sem condenação e, segundo ele, ganhou em primeira e segunda instâncias, e agora aguarda a liberação da indenização. O atual pastor evangélico, e pai de dez filhos, publica neste mês um livro com seu relato do massacre. O título será exatamente esse: "Eu sobrevivi para testemunhar o massacre do Carandiru".

 O começo: rebelião no Pavilhão 9
Jacy conta que naquele 2 de outubro era o seu dia de fazer a comida na cela. Ele saiu para procurar óleo antes do fim do período de banho de sol e, quando descia as escadas, viu uma aglomeração estranha no segundo andar, uma briga entre presos.

"Quando decretaram a rebelião, a gente estava esperando a hora, porque automaticamente o Choque ia entrar. Aí começaram a quebrar tudo. Tocaram fogo em toda papelada da justiciária, quebraram os espelhos da barbearia, quebraram os canos de esgoto e aquela água de fezes começou a desaguar dentro do pavilhão", disse ele.

"Quando foi 18h, se viu pela televisão as aglomerações no portão. Só que não só entrou o Choque, entrou o Gate [Grupo de Ações Táticas Especiais] e a Rota [Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar]. Na minha concepção, eles entraram para matar, não para apaziguar, acabar com a rebelião."

'Matança'
"Eu tive um privilégio, que tenho pra mim como um milagre, porque muitos que passaram ali, como eu, morreram a facada, a tiro a queima roupa na cabeça. Eu passei no corredor da morte duas vezes. Descendo em direção ao patio e voltando. Subiram na minha frente umas 80 pessoas e eu ouvi o grito da morte delas."

 Jacy acredita que os mortos foram muito mais do que os oficiais 111. "Até hoje tem família procurando os filhos no sistema carcerário", diz ele.

Outro sobrevivente concorda com Jacy: os números reais de mortos seriam bem maiores. Sidney Sales estava no quinto andar do Pavilhão 9 quando começou a rebelião, e conta que na hora que os policiais chegaram, ele estava abaixado, rezando junto com outros presos.

"Policial invadiu e pediu para todos nós tirarmos a roupa e, quando saímos, já existiam diversas pessoas estiradas no chão. Descemos até o primeiro andar e pediram para ficar com a cabeça entre as pernas. Ali, por volta de umas duas ou três horas, os policiais mandaram que os detentos retornassem a suas celas. E, quando eu estava nessa fila, um policial bateu no meu ombro. Eu pensei que ele tirar a minha vida, mas foi justamente quando ele me pediu para carregar alguns cadáveres."

Sidney disse, num depoimento dado na última sexta-feira (28) em um encontro de movimentos sociais em São Paulo, que carregou cerca de 35 cadáveres. Quando percebeu que um dos corpos que carregava era justamente de um preso que fazia o mesmo que ele, entendeu que aquilo se tratava de "queima de arquivo" e fugiu para dois andares superiores. Lá, conta que encontrou mais três policiais que lhe mostraram um molho de chave e disseram que ele teria uma única chance de sobreviver: se a chave que escolhessem abrisse a cela à sua frente. "Quando ele cata aquela chave, eu recito o salmo 91, e quando ele bate a chave e torce, o cadeado abre, e milagrosamente eu entro pra dentro daquela cela."

Emocionado, Sidney contou que voltou para a criminalidade e para as drogas depois do massacre, quando foi transferido para a penitenciária de Mirandópolis e depois liberto. Anos depois, em uma troca de tiros com uma gangue rival, foi baleado e ficou paraplégico. Na cadeira de rodas, foi preso novamente em um assalto e convertido à igreja evangélica dentro da cadeia. Hoje, Sidney é coordenador de um centro de reabilitação de jovens viciados em drogas. Autor do livro "Paraíso Carandiru", ele ajuda no tratamento de 120 pessoas em uma chácara, em Jundiaí. "O sistema carcerário me fez uma pessoa qualificada para o mundo. Tento reverter a sequela que o Estado me deixou, fazendo o que o Estado não fez."

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Homem tem ataque de fúria e invade UBS com carro em Monte Aprazível (Postado por Lucas Pinheiro)

 Um vidraceiro teve um ataque de fúria e invadiu uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com o carro na tarde deste domingo (30), em Monte Aprazível (SP). O motivo do ataque foi uma possível traição do irmão pela cunhada, que trabalha no local.

Na tentativa de entrar na unidade de saúde, o motorista bateu em outros seis veículos que estavam estacionados, entre eles duas ambulâncias. Depois de bater nos carros, o homem, de 33 anos, derrubou o portão da unidade e por pouco não arrancou a porta de entrada da sala de atendimento de urgências.

Alguns funcionários trabalhavam no local no momento da invasão, mas ninguém se feriu. A confusão chamou a atenção de vizinhos, como a aposentada Maria Eliana, que mora nas proximidades da unidade de saúde. "Ouvi um forte barulho e fui ver o que tinha acontecido. Ficamos assustados, porque me deparei com  o homem no carro com toda a velocidade. Toda a ação do homem vimos de perto”, relata a aposentada.

 O carro, que ficou com a frente toda destruída,  pertence à empresa em que o homem trabalha. Ele foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia da cidade.

Em depoimento ao delegado Luciano Siqueira Bracci, ele disse que o motivo do ataque seria uma possível traição contra o irmão dele. “O homem disse no depoimento que tomou conhecimento de que a cunhada dele estaria traindo o irmão. Revoltado, ele resolveu ir ao local onde a mulher trabalha e atingiu a unidade de saúde, os carros, sem pensar em mais nada. Ele foi autuado por danos particulares e ao patrimônio público" , diz o delegado.

O vidraceiro pagou fiança de R$ 1 mil e foi liberado. Ele irá responder o processo em liberdade.

sábado, 29 de setembro de 2012

Hebe Camargo morre aos 83 anos (Postado por Lucas Pinheiro)

 A apresentadora Hebe Camargo morreu em São Paulo, neste sábado (29), aos 83 anos, vítima de parada cardíaca. Ela morreu ao se deitar para dormir, nesta madrugada.

Hebe ficou internada pela última vez por quase duas semanas em agosto, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Nos últimos dois anos, contudo,  passou por várias cirurgias e tratamentos contra o câncer.

Um dos maiores íncones da TV brasileira, a morte da apresentadora causa repercussão entre artistas brasileiros nesta tarde. A apresentadora Ana Maria Braga publicou no Twitter uma homenagem: “Os amigos do Sorriso da TV brasileira, Hebe, choram a Estrela que se vai. Saudade. De Portugal, aonde vim trabalhar, estou dolorida na alma”, escreveu. "Perdemos a grande diva da televisão brasileira", disse a atriz Suzana Vieira.

 Políticos também homenagearam a diva. "Uma mulher estupenda, corajosa, e uma entrevistadora franca e leal. Vai deixar muitas saudades. O exemplo dela foi dignificante", declarou o deputado federal pelo PP de São Paulo, Paulo Maluf.

Em mais de 60 anos de história na televisão brasileira, a apresentadora tornou popular a expressão “gracinha”, usada para elogiar convidados. Outra marca registrada de Hebe era dar selinhos nos entrevistados que passavam por seu famoso sofá.

Biografia
Nascida em Taubaté (SP), a 130 km da capital, Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani começou a carreira cantando. Entrou para a TV logo após a fundação da primeira emissora brasileira, a TV Tupi, onde ela fazia aparições nos programas como cantora.

Estreou como apresentadora em 1955, no programa “O mundo é das mulheres”, na TV Carioca, a primeira atração voltada especialmente para mulheres. Antes disso, havia substituído Ary Barroso no programa de calouros apresentado por ele.

 Depois disso, a apresentadora ficou afastada da TV por um período, até que em 1966 estreou o dominical que levava seu nome na TV Record. A atração contava com o músico
Caçulinha e era líder de audiência. Foi responsável por dar espaço para novos talentos ligados à Jovem Guarda.

Para dedicar-se ao filho, Hebe ficou afastada da televisão por cerca de dez anos, quando voltou a aparecer na TV Bandeirantes. Em 1985, aceitou o convite do SBT para comandar uma atração na emissora. Em quatro de março de 1986, entrava no ar o “Programa Hebe”, comandado por ela até 2010. Em dezembro do mesmo ano, Hebe assinou contrato com a RedeTV e estreou na emissora em março de 2011, onde ficou até este mês, quando acertou retorno ao SBT.

Segundo a assessoria do SBT, ela estava muito feliz com a volta à emissora.

Carreira musical
Famosa como apresentadora, ela não deixou de lado a carreira musical. Após lançar três discos entre 1959 e 1966, compilou suas canções mais conhecidas no CD “Maiores sucessos”, de 1995. Depois, lançou mais quatro discos. "Pra você" (1998), "Como é grande meu amor por você" (2001), "As mais gostosas da Hebe" (2007) e "Hebe mulher" (2010, ano em que participou do Grammy Latino).

 O último álbum da carreira contou com participações de Daniel Boaventura e Roberto Carlos. Em todos os discos, o repertório foi abastecido por canções românticas.

'Morrer feliz da vida'
A apresentadora foi diagnosticada com câncer no peritônio, membrana que envolve os órgãos do aparelho digestivo, em janeiro de 2010. Em sua primeira gravação após 12 dias internada para a retirada de nódulos e para o início do tratamento quimioterápico, Hebe mostrou gratidão com fãs e celebridades que a apoiaram. “Posso até morrer daqui a pouco, que vou morrer feliz da vida”, comentou em março de 2010, ainda no SBT.

Na ocasião, Hebe subiu ao palco ao som de Ivete Sangalo, Ney Matogrosso, Leonardo e Maria Rita cantando juntos. “Vocês são a causa disso tudo. Me colocaram nesse pedestal que eu não mereço. É impossível encontrar palavras para descrever esse momento”, disse para a plateia. Depois, entoou “Ó nóis aqui traveis”, samba do grupo Demônios da Garoa.

Novas internações
Em setembro de 2011, Hebe iniciou um novo tratamento contra o câncer, com sessões de quimioterapia preventivas. "Não estou doente, apenas continuo me tratando pra poder ficar com vocês muito tempo ainda", disse. Por conta do retorno ao tratamento, ela havia voltado a perder cabelo e, consequentemente, a usar perucas.

"Evidentemente, todo remédio forte causa algum problema. O meu problema é que eu, de novo, fiquei carequinha. Eu não estou careca, mas quase. Então, evidentemente, estou de peruca", afirmou, em comunicado enviado à imprensa. Ela ainda brincou, referindo-se ao ator Reynaldo Gianecchini, que fazia um tratamento contra um câncer no sistema linfático. "Vou sair linda, igual ao Reynaldo Gianecchini”, disse.

Nos últimos dois anos, Hebe passou por várias cirurgias e tratamentos contra o câncer. Em janeiro de 2010, a apresentadora ficou 12 dias internada para retirada de nódulos na região do peritônio e iniciou tratamento quimioterápico. Em 2011, fez novas sessões de quimioterapia preventivas. Em março de 2012, passou por uma cirurgia de emergência para retirar um tumor que causava obstrução intestinal, ficando 13 dias no hospital. Em junho, realizou uma nova cirurgia de emergência para retirada da vesícula. No mês de julho, segundo o sobrinho Claudio Pessutti, ficou internada por cinco dias para a realização de exames.