domingo, 1 de novembro de 2015


Em creches públicas VIP, bebês têm solário, cinco refeições e até massagem

A fila por uma vaga nas 1.828 creches municipais de São Paulo já bate nos 146 mil inscritos. Mas, um privilegiado grupo de 1.300 crianças conseguiu, além de vencer a espera de meses, ficar em uma unidade pública VIP, com direito a massagem, cinco refeições diárias e professores com formação permanente.
Ao todo, são 362 unidades de atendimento a bebês de zero a três anos geridas por várias organizações sociais.
Na creche Jardim Edite, na zona sul, semanalmente, massagistas do hotel Sheraton fazem shantala nos bebês, técnica indiana para aliviar cólicas e que tem poder de relaxamento nos pequenos.
O local conta com enfermeiros, mobiliário desenhado exclusivamente para crianças, participação ativa dos pais nas atividades dos filhos e fornece cinco refeições por dia.

A mantenedora da creche é a organização Liga Solidária, que também administra outras oito unidades, totalizando 1.300 alunos. A instituição afirma aplicar R$ 742 mil por mês nas nove creches. O acesso à unidade é via cadastro único da prefeitura.
"O dinheiro é importante, mas o segredo da qualidade está em uma boa gestão. Só detectar um problema não adianta. É preciso saber como agir diante dele", afirma Nancy Coutinho, coordenadora-geral das unidades.
Em outra creche mantida pela Liga, a Casa da Infância do Menino Jesus, perto da rodovia Raposo Tavares, zona oeste, a arquitetura favorece a integração, a saúde e a segurança dos 260 alunos.
A cada duas salas de aula, que têm no máximo 14 alunos cada, há um banheiro. Além disso, todas as salas —equipadas com livros, aparelho de som e brinquedos— têm acesso direto a um solário. Completa o pacote uma área coletiva de lazer com 200 m², piso emborrachado, triciclos, balanços e jogos.
Pai dos gêmeos João Pedro e Matheus, de dois anos, o comerciante Edson dos Santos, 46, diz que, até hoje, fica "boquiaberto" com o tratamento que os filhos e ele recebem na unidade.
"Procurei creches particulares perto da minha casa [na região do Rio Pequeno] e nenhuma tinha essa estrutura. Até gente de classe média tenta vaga aqui. Gosto também do contato que eles têm com os pais. Ajudam dando dicas de saúde, alimentação", diz.
A busca presencial por vaga na Menino Jesus —504 pedidos até setembro—é maior do que em outras creches públicas da mesma região, como Rio Pequeno (194) e Itaim Bibi (214).
Para "adotar" uma creche, a Secretaria Municipal da Educação exige que a instituição não tenha fins lucrativos —o serviço deve ser gratuito— e não esteja entre os devedores do município. A organização precisa ainda ter ao menos três anos de registro e não ter servidores públicos entre seus dirigentes.
As atividades são monitoradas, e são exigidos relatórios semanais de desempenho, despesas e estoques.
Segundo a secretaria, para atingir a meta de atendimento de 100% da demanda por vagas até 2025, "a parceria com a sociedade civil continuará sendo uma estratégia importante".

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Represas de SP recebem mais chuva que o esperado para o mês


Com o aumento da chuva registrado desde domingo (6) na região Sudeste, todos os seis mananciais de abastecimento administrados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já superaram o volume hídrico previsto para todo o mês de setembro. Apesar disso, permanece o alerta para o consumo consciente ou a necessidade de a população reduzir o gasto de água.
Crianças aproveitam a chuva para brincar na beira da represa de Guarapiranga, em São Paulo
Crianças aproveitam a chuva para brincar na beira da represa de Guarapiranga, em São Paulo
Foto: FuturaPress
No Sistema Cantareira, o acumulado de chuva desde o dia 1º até as 9h de hoje (11) atingiu 89,5 milímetros (mm), acima da média esperada para os 30 dias deste mês (86,6 mm). A última vez em
que isso havia acontecido foi em março deste ano, quando o acumulado alcançou 206,5 mm para a média estimada de 178 mm.
Nos seis reservatórios do Cantareira, de ontem (10) para hoje (11), o nível de água subiu de 15,6% para 15,7%, segundo o cálculo que leva em conta apenas o volume útil (água captada acima das comportas) e de 12% para 12,2%, na medição que inclui o uso da primeira reserva técnica (água que fica logo abaixo das comportas).
Nos últimos três dias, a água armazenada no Cantareira subiu de 15% para 15,7% da sua capacidade. Ainda assim, o sistema opera com um déficit de 13,6% e, para atingir a superfície das comportas, precisaria receber mais 133,2 bilhões de litros de água.
No Sistema Alto Tietê, o nível subiu de 14,3% para 14,8% da capacidade de operação. A quantidade de chuva nesses primeiros 11 dias de setembro está em 113,4 mm, enquanto o estimado para todos o mês é de 81,8 mm.
No Sistema Guarapiranga, que fica na zona sul da cidade de São Paulo, o nível aumentou de 72,5% para 74,1% e o acumulado de chuva ficou 115 mm. A média prevista para o mês é de 78,3 mm.
Houve aumento de 57,3% para 58,1%, no Alto Cotia, com o acumulado de chuva em 105,6 mm, também superior ao total esperado até o final do mês (84,7 mm).
No Sistema Rio Grande, o nível elevou-se de 85,4% para 85,9%. O total de chuva atingiu 118 mm, enquanto a média do mês estava estimada em 96,9 mm.
A água armazenada chegou a 58,9 mm no Sistema Rio Claro, volume 0,3 ponto percentual maior do que ontem (11). Nesse manancial, já choveu até agora 148,4 mm, também acima da média esperada para o mês (145,5 mm).
Agência Brasil Agência Brasil
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Rios secam e empresas de navegação estimam prejuízos de até R$ 685 milhões

Leandro Prazeres
Do UOL, em Brasília
 
  • João Rosan/Jornal da Cidade de Bauru
      Barcaças na hidrovia Tietê-Paraná (SP) estão paradas desde maio de 2014
Empresários da navegação fluvial estão preocupados com os possíveis efeitos das mudanças climáticas no transporte hidroviário no Brasil. Em São Paulo, a estiagem prolongada é apontada como uma das responsáveis pelo fechamento da hidrovia Tietê-Paraná, há mais de um ano.
Levantamentos feitos pelo Sindasp (Sindicato dos Armadores da Navegação Fluvial de São Paulo) e pela Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso) estimam que o fechamento da hidrovia tenha sido responsável por um prejuízo de pelo menos R$ 685 milhões e pela demissão de 1.400 trabalhadores.
A perda é das empresas de transporte e dos produtores rurais.  Na região Norte, o prejuízo ainda não foi calculado. O Brasil tem 27,4 mil quilômetros de rios navegáveis.
  • Governo é criticado por crise na hidrovia Tietê-Paraná
  • Empresários da navegação criticam falta de estudo sobre mudanças climáticas
  • Hidrovias: empresas buscam porto antienchente e barco que navegue na seca
  •  

    Mudanças climáticas podem ser a causa

    Segundo o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) da ONU, as mudanças climáticas observadas por cientistas do mundo todo são alterações provocadas pela ação do homem. Elas seriam causadas pelo aumento dos níveis de gases do efeito estufa na atmosfera como a queima de combustíveis fósseis. Essas emissões que causariam um aumento da temperatura do planeta.
    Entre as principais consequências desse fenômeno, estariam a maior ocorrência dos chamados "eventos climáticos extremos" como períodos de seca e cheia prolongadas. Um estudo ainda não publicado realizado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), mas que foi apresentado em julho deste ano, indica que secas como a observada em São Paulo nos últimos dois anos tendem a ser mais recorrentes, o que poderia ter efeito sobre as condições de navegação nos rios da região.

    Reservatórios de água na Grande SP

    Arte/UOL
    Confira entre quais reservatórios se divide o abastecimento de água na Grande São Paulo
    Raio-x dos sistemas

    Queda de 34% no transporte de grãos

    A hidrovia Tietê-Paraná tem 2.400 quilômetros e é formada pelos rios Tietê e Paraná e pelos lagos artificiais criados por barragens de usinas hidrelétricas entre os Estados de São Paulo e Goiás. Ela é uma das principais vias de escoamento da produção de grãos do Brasil.
    Em 2013, 6,2 milhões de toneladas foram transportadas pela hidrovia. Esse número caiu para 4,1 milhões em 2014, uma queda de 34%.
    No sentido oposto, a produção agrícola do país no mesmo período subiu 2,4%.  Entre 2013 e 2014, a safra de grãos, leguminosas e oleaginosas cresceu de 188,2 milhões para 192,8 milhões de toneladas, segundo o IBGE. 

    Navegação está parada desde maio de 2014

    A redução no volume de cargas transportadas pela hidrovia é atribuída à interrupção da navegação, em vigor desde maio de 2014, feita pela Marinha. Segundo a Capitania Fluvial do Tietê-Paraná, esta é a primeira vez que a navegação na hidrovia é interrompida.
    Segundo a Secretaria de Transportes de São Paulo, a interrupção do tráfego na hidrovia Tietê-Paraná fez com que o transporte que seria feito por ela tivesse de ser feito por rodovias, o que acarretou num aumento de 100 mil viagens de caminhão desde maio do ano passado.

    Entenda quem tem o prejuízo

    O prejuízo de R$ 685 milhões causado pela paralisação da navegação na hidrovia é dividido em duas partes. Desse total, R$ 300 milhões são o resultado das perdas das empresas de transporte que operam na Tietê-Paraná, segundo o Sindasp.
    O restante, R$ 385 milhões, é o prejuízo causado a produtores de soja do Estado de Mato Grosso, principal produtor brasileiro do grão, por conta do aumento nos custos do frete. Especialistas no setor de transporte afirmam que o custo do transporte hidroviário é, em média, 70% mais barato que o transporte por rodovia.
    "O aumento fica nas costas do produtor porque ele acaba tendo que pagar pelo transporte da carga em caminhão, que é mais caro", diz Edeon Vaz, presidente da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio, órgão vinculado ao Ministério da Agricultura.
    Vaz também é coordenador executivo do Movimento Pró-Logística, que integra entidades ligadas ao agronegócio de Mato Grosso.

    Medo sobre o que acontecerá em 2016

    Para o presidente do Sindasp, Edson Palmesan, os empresários do setor estão preocupados com os efeitos das mudanças climáticas no longo prazo. "Eles estão aflitos porque a gente não sabe os impactos que isso vai ter no negócio. Neste ano, tanto as empresas de transporte quanto alguns estaleiros do interior de São Paulo já demitiram 1.400 pessoas. O que vai acontecer se a estiagem se prolongar? Vamos ter que repensar todo o nosso negócio", afirmou.
    "O nosso medo é de que, como o regime de chuvas está instável, se não chover o suficiente para encher os reservatórios, a gente não vai conseguir escoar a produção de grãos de 2016. Aí, o prejuízo vai ser ainda maior", diz Edson Palmesan.   

    Transporte por rios está parado


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    Crise hídrica atinge dezenas de cidades brasileiras364 fotos

    364 / 364
    5.ago.2015 - Funcionário da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) instala toras de madeira entre as adutoras da obra emergencial de transposição de água da Billings (sistema Rio Grande) para a represa Taiaçupeba (sistema Alto Tietê), para evitar a morte de capivaras. Ao menos dois animais morreram após ficarem presos entre as estruturas que estão sendo instaladas ao longo de 11 quilômetros. As estruturas devem servir como pontes para entrada e a saída dos roedores no rio Leia mais Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

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    terça-feira, 16 de junho de 2015


    PSDB-SP lança Alckmin como candidato à Presidência em 2018

    Governador de São Paulo divide o posto de presidenciável no partido com o senador Aécio Neves

    atualizado às 08h46

    A eleição da nova cúpula do PSDB de São Paulo, realizada no domingo, marcou o início da ofensiva dos tucanos paulistas pela candidatura do governador Geraldo Alckmin à Presidência em 2018, segundo informações publicadas nesta segunda-feira pelo jornal Folha de S.Paulo. Atualmente, o governador de São Paulo divide o posto de presidenciável tucano com o senador Aécio Neves, que perdeu para presidente Dilma Rousseff por uma margem apertada no ano passado.
     Foto: Agência Brasil
    Alckmin pode disputar a Presidência em 2018
    Foto: Agência Brasil
    O deputado estadual Pedro Tobias, novo presidente estadual sigla, afirmou à Folha que Alckmin “é o nosso candidato  ao Planalto”, ressaltando que o trabalho para a candidatura já começou. Tobias disse que marcará reuniões com dirigentes de outros Estados para defender o nome do governador.

    terça-feira, 9 de junho de 2015

    Onça-parda é achada morta em rodovia de Matão, interior de SP

    Estadão Conteúdo

    Uma onça-parda adulta foi encontrada morta às margens da rodovia Washington Luís, em Matão, região norte do Estado, na segunda-feira, 8. O felino, com 1,55 m de comprimento, pesando cerca de 70 quilos, foi avistado por um morador próximo do distrito de São Lourenço do Turvo. A onça, também conhecida como suçuarana, apresentava ferimentos causados por atropelamento.A concessionária da rodovia recolheu o animal e o encaminhou ao Hospital Veterinário da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal. Foi o segundo atropelamento desse felino na região em um mês. No dia 10 de maio, uma onça-parda foi encontrada ferida à margem da rodovia Brigadeiro Faria Lima, em Bebedouro. O animal adulto chegou a ser levado para o Hospital Veterinário de São José do Rio Preto, mas precisou ser sacrificado em razão da gravidade das lesões.
    De acordo com a Polícia Ambiental de Bebedouro, desde o início do ano quatro onças-pardas foram vítimas de atropelamento na região. No sudoeste do Estado, a Associação Protetora de Animais Silvestres de Assis (Apass) recebeu duas onças feridas. Segundo a entidade, os atropelamentos aumentam nesta época em razão das queimadas - os felinos invadem as rodovias fugindo do fogo. A onça parda se adaptou aos canaviais, o que aumenta o risco, já que em algumas regiões a colheita da cana ainda é feita com uso do fogo.
    Anhanguera
    Em 2009, uma onça-parda ficou famosa após se recuperar de um grave atropelamento na rodovia Anhanguera, próximo de Jundiaí. Batizada de onça Anhanguera pelos cuidadores, três anos depois ela voltou a ser atropelada na rodovia dos Bandeirantes, na mesma região e, desta vez, não sobreviveu. Ela foi identificada pelo chip que ganhou durante o tratamento.


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    segunda-feira, 1 de junho de 2015

    Cantareira tem maio mais chuvoso em 10 anos, mas volume cai no mês

    Apesar de resultado, chuva no sistema ficou abaixo da média histórica.
    Manancial segue operando no volume morto e situação ainda é crítica.

    Do G1 São Paulo
    Reservatórios junho (Foto: Editoria de Arte/G1)
    O Sistema Cantareira, que abastece 5,4 milhões de consumidores na Grande São Paulo, teve o maio mais chuvoso desde 2005, mas fechou o mês perdendo mais água do que recebeu e seu volume caiu. O levantamento foi feito com base nos dados divulgados diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

    O conjunto de represas recebeu 74,4 milímetros de chuva em maio, melhor resultado desde maio de 2005, ano em que choveram 142 mm no manancial. Apesar de ser a melhor dos últimos 10 anos,  a precipitação deste ano ainda ficou abaixo da média histórica esperada para o mês, de 78,2 milímetros.

    Trata-se do segundo mês seguido em que o manancial não alcança a chuva prevista. Isso também aconteceu em abril, quando choveram no reservatório 45,3 mm, metade da média histórica.
    Embora próximas da média, as chuvas de maio não foram suficientes para evitar um déficit hídrico. Ou seja, a quantidade de água que entrou no sistema, tanto por chuvas,quanto por afluência de rios, foi menor do que a quantidade consumida.

    Os reservatórios estavam com volume de 19,9% no dia 1º de maio e com 19,6% no dia 31, neste domingo. O índice leva em conta o percentual de água sobre o volume útil do manancial, e é o usado pela Sabesp há mais tempo.
    Previsão
    Se o Sistema Cantareira receber a média de chuva esperada, irá sair do volume morto em janeiro de 2016, voltando à cota zero. A previsão está no relatório de 27 de maio do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

    Se as chuvas ficarem 25% abaixo da média, em 1º de dezembro o sistema terá recuperado apenas um terço do 1º volume morto. Se ficarem 25% acima da média histórica, o primeiro volume morto será recuperado no final de novembro.

    Caso as chuvas ficarem 50% abaixo da média, previsão mais pessimista, o Cantareira voltaria a usar o 2º volume morto em dezembro. Por fim, se a precipitação superar a média em 50%, análise mais otimista, o sistema recuperaria o volume morto e sairia do negativo em outubro.
    Começo de junho
    O Sistema Cantareira começou o mês de junho com chuva e elevou seu nível de 19,6% para 19,8% entre o domingo e esta segunda-feira (1º).

    O manancial registrou 9,7 milímetros de chuva nas últimas 24 horas e a previsão é que receba 58,5 mm até o final do mês.


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    terça-feira, 5 de maio de 2015

    Dos sete estados com epidemia de dengue, SP registra a pior situação

    Ministério da Saúde aponta aumento da doença em mais de 200%.
    Dados são em relação aos quatro primeiros meses do ano passado.

    Filippo MancusoSão Paulo
    A dengue já é uma epidemia em sete estados brasileiros. Um levantamento do Ministério da Saúde mostra que a doença aumentou mais de 200% em relação aos primeiros quatro meses do ano passado e São Paulo é, disparado, o estado com o maior número de casos.
    No Hospital da Criança de Guarulhos, na Grande São Paulo, às 8 horas da noite, como do lado de dentro já está lotado, muitos pacientes aguardam atendimento lá fora.
    A maioria tem os sintomas clássicos da dengue e as mães se queixam que o hospital têm poucos pediatras para atender um número muito grande de crianças com suspeita da doença.
    Em todo o país, só este ano já foram confirmadas 229 mortes por dengue, 169 em São Paulo, estado com o maior número de casos. De cada 100 mil pessoas, 911 pegaram a doença, segundo a Organização Mundial de Saúde, 1/3 disso já é considerado epidemia.
    Para Jean Gorinchteyn, infectologista do hospital Emílio Ribas, a situação é grave. “Eu acho que independente se isso é uma epidemia ou não, o número de casos é extremamente alto e todas as medidas, sejam elas governamentais, federais, estaduais ou municipais, de forma totalmente apartidária, assim como o apoio da população, são de extrema importância”.
    Em Campinas, no interior do estado, já são mais de 30 mil casos confirmados de dengue. A identificação dos criadouros do aedes aegypti conta, inclusive, com o apoio da Guarda Municipal. Homens do Exército também ajudam, colocando telas em caixas d'água para evitar a proliferação do mosquito.
    Em Santos, no litoral, são 941 casos confirmados e duas pessoas morreram por causa da doença no mês de março.
    Depois de São Paulo, os estados com mais casos de dengue são Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.
    tópicos:

    segunda-feira, 27 de abril de 2015

    Com total de 222 mil casos, dengue bate recorde no Estado de SP


    O número de casos confirmados de dengue no Estado de São Paulo, até o dia 22 de abril, é o maior já registrado na série histórica disponível, iniciada em 1986.
    São 222.044 vítimas da doença em 645 cidades, segundo o último boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica estadual, órgão que tabula os resultados, divulgado no final de semana.
    O recorde de contaminados pela doença era de 2013, quando 209.052 pessoas se infectaram durante o ano em todo o Estado. Em 2014, foram 204.236 confirmações.
    Outro resultado negativo próximo de ter o recorde batido na epidemia deste ano em São Paulo –são mais de 300 casos por 100 mil habitantes, o que configura situação epidêmica– é o número de mortes confirmadas.

    Editoria de Arte/Folhapress
    Já são ao menos 125 óbitos contra 141 de 2010, ano com mortes por causa da doença no Estado, segundo dado do Ministério da Saúde.
    O agravante é que outras cerca de 90 mortes ainda estão tendo a causa de dengue checada em laboratório.
    Municípios do noroeste do Estado que tiveram surtos fortes da doença, como Bauru, Marília, Botucatu, Araçatuba e Bebedouro, que enfrentam a dengue desde janeiro, começam a ter uma desaceleração das confirmações.
    Por outro lado, a doença ainda segue em ritmo forte de contaminação em cidades da Baixada Santista, da Grande São Paulo e da região de Campinas, por exemplo.
    Editoria de Arte/Folhapress
    CONCENTRAÇÃO
    Trinta cidades paulistas, todas com mais de 1.200 confirmações de dengue, detêm 62% dos casos do Estado. Até meados de março, essa concentração era maior, 66%.
    Em números absolutos, Campinas, Sorocaba, São Paulo, Sumaré e Catanduva, todos com mais de 6.400 registros de infectados, são os municípios que somam mais doentes por dengue.
    Até o dia 20 de março, 169 cidades estavam imunes à dengue. O número desabou para 31 no último balanço.
    Pesquisadores e autoridades de saúde ainda não conhecem as razões para uma ação de ação do mosquito Aedes aegypti, mas a forte presença do vírus tipo 1 da dengue (um dos quatro existentes) neste ano, aliada à baixa imunidade de parte da população a esse sorotipo, é um dos fatores em análise.
    Diversas prefeituras do Estado, como a da capital, onde já há epidemia em 13 distritos, pediram auxílio de homens do Exército para ajudar na contenção dos focos da dengue. Cerca de 80% deles ficam dentro das casas.
    A Secretaria de Estado da Saúde montou uma operação de auxílio aos municípios para tentar controlar as contaminações. A pasta investiu R$ 6 milhões na contratação de novos agentes e na compra de equipamentos.
    O pico de infestação da dengue deve se dar agora, entre a última semana de abril e o começo de maio.
    Com menos chuvas e temperaturas mais baixas, as condições de proliferação do mosquito devem minguar.
    Em fase final de testes, a perspectiva é que, até o ano que vem, o país passe a contar com uma vacina eficaz contra os quatro sorotipos do vírus da dengue.

    sábado, 18 de abril de 2015

    Nascimento de filhote de ararinha-azul é esperança para espécie



    DPA/Patrick Pleul
    Marcus nasceu em 21 de março
    Marcus nasceu em 21 de março e é a quarta ave gerada na ONG ACPT, em projeto de parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA)

    Por: Luciene de Assis - Editor: Sérgio Maggio
    A ONG alemã Associação para a Conservação dos Papagaios Ameaçados (Association for the Conservation of Threatened Parrots – ACTP), com sede em Berlim, registrou o nascimento de mais um filhote de ararinha-azul (Cyanopsitta spixii). A ave é a quarta dessa espécie a nascer na instituição, fato ocorrido em 21 de março, O filhote recebeu o nome de Marcus em homenagem ao veterinário brasileiro, Marcus Marques, que ajudou no momento da eclosão do ovo. Dia 3 de março passado, em comemoração ao Dia Mundial da Vida Selvagem, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) recebeu da entidade alemã um casal de ararinhas-azuis nascidas no criadouro de Berlim. Os irmãos Carla e Tiago, filhos da fêmea de propriedade do governo brasileiro, Bonita, e do macho alemão Ferdinando, deixaram o quarentenário oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Cananeia (São Paulo), e agora estão no Nest (sigla para New Ecological Scientific Treatment), um criadouro científico da fauna silvestre para fins de conservação, localizado no interior de São Paulo. RECUPERAÇÃO O MMA, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e a Agência Federal Alemã de Conservação da Natureza (Bundesamtfür Naturschutz, BfN) trabalham em parceria há mais de dez anos no Programa de Cativeiro da ararinha-azul. A iniciativa se insere no âmbito do Projeto Ararinha na Natureza e motivou a criação de uma Unidade de Conservação na região de Curaçá, Bahia, área de onde essas aves se originam. A espécie pode viver de 30 a 40 anos e é considerada extinta na natureza desde o ano 2000. Atualmente, existem apenas 90 animais em criadouros do Brasil, Alemanha e Catar, sendo 11 deles no Nest, mantenedor do interior paulista. Esse esforço conjunto, empreendido pelos governos brasileiro e alemão, visa concretizar o retorno dos animais ao Brasil e formar um plantel mínimo de 150 indivíduos para reintroduzi-los na natureza dentro de sete anos. A espécie Cyanopsitta spixii pertence à família dos psitacídeos, que tem patas com dois dedos virados para frente e dois para trás. Alimenta-se de sementes e frutas. Usa o bico para escalar e subir em galhos. A caça ilegal e a derrubada de vegetação importante para a espécie ajudaram a aumentar a pressão de traficantes de animais sobre a ave, que foi capturada sistematicamente até sumir da natureza. Assessoria de Comunicação (Ascom/MMA) (61) 2028-1165

    Links:
    Saiba mais sobre o convênio do MMA com a ONG alemã
    Veja fotos das ararinhas-azuis que chegaram ao Brasil

    sábado, 4 de abril de 2015

    Santos pede ajuda federal

    contra incêndio e faz plano

    para desocupar casas

     

    Prefeito acionou Exército, Marinha e Aeronáu-

    tica e solicitou  reforço da Petrobras no envio

    de equipamentos contra fogo que atinge

    tanques de combustível desde quinta


     - Atualizado em 



     CLIQUE E LEIA TUDO:

    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/santos-pede-ajuda-federal-contra-incendio-e-faz-plano-para-desocupar-casas

    domingo, 22 de março de 2015

    Iniciada ação contra cartel de trens em São Paulo

    Justiça paulista aceitou denúncia contra o trensalão tucano

    O DIA

    São Paulo - O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou denúncia do Ministério Público paulista e iniciou ação civil pública contra 11 empresas acusadas de promover cartel para obter contratos com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).


    Empresas são acusadas de formar cartel para obter contratos da CPTM
    Foto:  Divulgação
    Este é o segundo processo aberto pela Justiça neste ano por causa do cartel — no primeiro, em janeiro, 15 empresas foram acionadas.A nova ação diz respeito a contratos de 2000 a 2007, período em que o estado foi governado pelos tucanos Mário Covas, Geraldo Alckmin, e José Serra, além de Claudio Lembo, à época no PFL.

    Os promotores analisaram três contratos para a manutenção preventiva de trens da companhia. De acordo com a investigação, as multinacionais se uniram para fraudar licitações.O MP diz que o esquema era simples. Quando a licitação era lançada, as empresas negociavam entre elas qual o consórcio ou empresa venceria a disputa. E, para isso, os demais competidores se comprometiam a apresentar propostas com preços maiores. Ao todo, 30 executivos de empresas suspeitas foram denunciados em ações diferentes.

    A Promotoria pede nesta ação que os escritórios de todas as empresas envolvidas sejam fechados no Brasil. O MP também quer que as empresas paguem uma indenização de quase R$ 2,5 bilhões ao Estado.

     São Paulo , Cartel , Trens

    sábado, 21 de fevereiro de 2015

    Onde podemos encontrar a Mata Atlântica e como preservá-la?

    Mata Atlântica cobre 17 estados brasileiros. Foto: Irimar José da Silva
    Mata Atlântica cobre 17 estados brasileiros. Foto: Irimar José da Silva
    Para falar da Mata Atlântica, primeiro é preciso entender o que ela é. Segundo explica Carolina Mathias, engenheira florestal da Fundação SOS Mata Atlântica, "podemos defini-la como um bioma com vários ecossistemas, que tem desde mangue até floresta tropical". Ou seja, a Mata Atlântica não é apenas aquela floresta atlântica que se vê perto do litoral, mas um bioma ou uma junção de ecossistemas com características comuns e com processos ecológicos que se interligam. Nesse caso, essas características seriam, além da ocorrência geográfica, a proximidade com o litoral e as formações florestais em um contínuo, que se estende até o serrado, a caatinga ou os campos. "Outro ponto importante é que a Mata Atlântica tem árvores grandes e de dossel contínuo, ou seja, com copas que se tocam", diz Carolina Mathias. Esse bioma ainda tem mais de 22 mil espécies, quase nove mil delas endêmicas (que só existem nesse bioma), superando a biodiversidade da Amazônia. Infelizmente, 383 desses animais e plantas estão ameaçados de extinção. A extensão territorial da Mata Atlântica também impressiona - vai desde o Rio Grande do Sul até o Piauí, cobrindo 17 estados. Originalmente, ela compunha 15% do território brasileiro, mas hoje só restam 7% desse bioma.
    Hoje, a Mata Atlântica ainda pode ser encontrada em quase todo o país (menos no Mato Grosso, Maranhão e Região Norte), mas em pequena quantidade. A maior concentração está no Vale do Ribeira, em São Paulo. Ao todo, existem 860 unidades de conservação da Mata Atlântica no Brasil, que vão de pequenos sítios até parques estaduais. Muitos desses parques são abertos à visitação e podem ser uma boa forma de conscientizar os alunos da importância de preservar o meio-ambiente. Beatriz Siqueira, coordenador do projeto Mata Atlântica vai à Escola da Fundação SOS Mata Atlântica, conta que existem vários projetos em andamento para tentar salvar o que ainda resta do bioma. "O que está sendo feito hoje são ações de restauração e replantio de árvores que compõem a flora original da mata. Também estão sendo criadas muitas áreas de conservação, principalmente em propriedades particulares", diz. A ecóloga ainda explica que cada um de nós pode ajudar a manter a floresta em pé com ações do dia-a-dia, como economizar água, energia elétrica e diminuir a poluição. "Se cada um de nós gastar menos energia, por exemplo, vamos precisar de menos hidrelétricas, o que ajuda a manter a mata. Pois para construir uma usina é preciso desmatar e inundar uma grande área de floresta", diz Beatriz. Preservar a Mata Atlântica ainda pode ajudar a diminuir o aquecimento global. Isso porque, além da floresta ser responsável por absorver carbono, é muito comum no Brasil fazer queimadas para transformar a mata em área de agropecuária. E esse tipo de ação é o principal responsável pelas emissões de carbono no nosso país. Por outro lado, o aumento da temperatura da Terra pode afetar a Mata Atlântica, já que muda as características dos ecossistemas. "A maior preocupação é com a fauna. O aquecimento pode matar várias espécies", alerta Beatriz.

    Principais represas do Cantareira registram devastação acima da média


    As principais represas do sistema Cantareira, Jaguari e Jacareí, têm a menor taxa de cobertura florestal em suas bacias de captação. Contam com meros 26,9% de florestas nativas, contra a média de 34% na região.
    As cifras foram apuradas pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) com base em imagens de satélite.
    Esses percentuais podem parecer bons, tendo em vista que a mata atlântica tem um índice de preservação de 12,5%, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica.
    Alex Argozino e David Garroux/Editoria de Arte/Folhapress
    Mas essa é área de mananciais, que precisa de florestas para garantir a infiltração da água até os lençóis freáticos.
    Em situação crítica, o sistema operou ontem (23/2) com só 10,6% de sua capacidade.
    Levantamento similar da SOS, mas que levou em conta só os fragmentos florestais com pelo menos 10 mil m² (1 hectare) de área, pinta um quadro ainda mais sombrio: apenas 21,5% do Cantareira com cobertura de matas.
    Na dúzia de municípios da região, só Caieiras chega a 50% de florestas preservadas.
    Os reservatórios Jaguari e Jacareí, que são interligados, respondem por dois terços dos 33 mil litros por segundo que o Cantareira podia produzir quando não havia uma estiagem tão grave.
    Era o bastante para abastecer quase 9 milhões de pessoas na Grande SP, hoje reduzidos a 6,2 milhões sob risco de ver as torneiras secarem.
    "Entre 2011 e 2014 houve 25% a menos de chuvas sobre a região do Cantareira, em relação à média histórica", afirma Oscar Sarcinelli, pesquisador do IPÊ.
    "Entretanto, o volume de água nos reservatórios caiu cerca de 116% nesse mesmo período [entrando no volume morto de algumas represas], demonstrando a fragilidade do sistema", completa.
    Não há, porém, um programa de larga escala para empreender o que seria recomendável: melhorar o manejo das pastagens degradadas e restaurar parte da mata que foi derrubada –começando pelos 60% de áreas que, por lei, são de preservação permanente e foram devastadas.
    Os programas de restauração, no entanto, não saem da escala de pilotos. O Projeto de Recuperação de Matas Ciliares, da Secretaria do Meio Ambiente, terminou em 2011 sem ir muito além de projetos demonstrativos em algumas propriedades paulistas.
    A Sabesp mantém iniciativas para recuperação e preservação da mata nativa no entorno das represas do Cantareira, em parceira com ONGs como IPÊ e TNC (The Nature Conservancy).
    Empresas obrigadas a fazer compensação ambiental, por exemplo, podem plantar mudas nas beiras de represas.
    Foi assim que a Dersa, para compensar o que desmatou nas obras do Rodoanel, plantou 1.135.535 mudas no Cantareira. Outros 175 hectares (1,75 km²) foram recuperados pela TNC no entorno do reservatório do Cachoeira, em Piracaia.
    A iniciativa mais ambiciosa de recomposição da mata atlântica no Cantareira é da SOS, um novo edital de R$ 2 milhões do Clickarvore para doar 1 milhão de mudas de espécies nativas para restauração florestal nas bacias do sistema de abastecimento. Previsto para 2014, foi prorrogado para agosto deste ano.
    Todas juntas, as iniciativas não chegam a 3,5 mi de árvores, se tudo der certo. É cerca de 10% do necessário para recuperar só áreas de preservação permanente, que, por lei, não deveriam ter sido desmatadas. Além disso, seria recomendável restaurar boa parte dos 66% desmatados nas bacias de captação.